Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

World Capital Investments, Inc.

A World Capital Investments, Inc. (WCI) é a principal razão que me faz viajar agora aos Estados Unidos. Sou um dos consultores responsáveis para cotar a empresa em Bolsa e também preparar a IPO (oferta pública inicial) assim como negociar parcerias com fundos de investimento.

Este é um projecto que me motiva bastante, e cujo CFO do Grupo, Dr. Vasco Martins, é meu amigo pessoal há já muitos anos, pois a WCI está a desenvolver projectos de vasta dimensão nos sectores mineiro (diamantes e granito) e construção, nomeadamente em Angola e tem um potencial fantástico, pelo que as minhas responsabilidades aumentam exponencialmente, factor este que me anima muito pois sempre gostei de desafios.

Paralelamente à cotação em bolsa e estabelecimento de parcerias em regime de “private equity” terei ainda de auxiliar na implementação dum plano estratégico que esperamos e desejamos possa contribuir para o cada vez maior sucesso do Grupo WCI.

Sábado, 26 de Abril de 2008

ROI-Critérios de Investimento III - Private Equity

Retorno do Investimento

O retorno do investimento tem três componentes.

Primeiro, o investimento deve ter uma “oportunidade de saída”. Por norma, aplicam-se “oportunidades de saída” aos fundos dos investidores através de ofertas públicas, venda da empresa, ou “buy back” da posição por parte da empresa. Os nossos investidores não esperam fácil liquidez mas, sim, que sejam acauteladas formas de saída dos seus investimentos num período entre 3 a 7 anos.

Segundo, os investimentos devem oferecer potenciais elevadas taxas de retorno. E terceiro, devem ainda oferecer consideráveis lucros absolutos a médio prazo.

Gestão - Critérios de Investimento II - Private Equity

Gestão

As empresas de “Private Equity” tomam em especial consideração determinados atributos dos gestores do projecto e/ou empresa.

Primeiro, os gestores devem ser pessoas íntegras, pois são eles que irão gerir a adequada aplicação dos fundos investidos. Os gestores não são supervisionados diariamente. Uma vez efectuado o investimento, as empresas de “Private Equity” ficam muito dependente dos gestores, e é vital que possam confiar na honestidade e profissionalismo com que estes tratam os fundos dos investidores.

Segundo, é importante que a equipa de gestão tenha sido bem sucedida em negócios anteriores. A associação com projectos falhados no passado não desqualifica o empreendedor desde que este consiga demonstrar que não foi pessoalmente responsável pelo insucesso verificado. Os gestores devem ser realistas. Os investidores têm consciência que existem sempre riscos associados ao investimento, e como tal tendem a julgar a capacidade dos gestores de saber identificar o risco e, sempre que necessário, desenvolver planos para fazer face a esses riscos. Os gestores devem ainda ser dinâmicos, empreendedores, flexíveis, e deter um perfeito entendimento do negócio. Devem, também, ter capacidade de liderança, não apenas nas alturas boas mas, principalmente, em momentos de grande pressão.

Finalmente, a equipa de gestão deve ter experiência geral em administração. Contudo, este tipo de lacunas podem ser colmatadas e aceites pelos investidores desde que o empreendedor esteja disponível para deixar que gestores qualificados sejam integrados no projecto/negócio, mesmo ao nível do “CEO”.

Private Equity - Critérios de Investimento

Embora existam diferenças significativas entre as empresas de “Private Equity”, o critério utilizado para definir os alvos de investimento é usualmente o mesmo, independentemente da indústria a que se refiram. Estes critérios podem ser agrupados em 3 categorias:

Conceito, Gestão e Retorno do Investimento.

O Conceito tem 4 componentes.

Primeiro, o investimento deve ser feito numa empresa que tenha um significativo potencial de crescimento (em termos de resultados / lucros), pelo que há uma tendência natural de se apostar em mercados / sectores de actividade de alto potencial de crescimento e/ou em empresas com projectos muito bem estruturados e em que as componentes custos/resultados sejam devidamente acautelados. Um dos aspectos fundamentais é, assim, a capacidade da equipa de gestão.

Segundo, o investimento deve envolver uma ideia de negócio (novo produto, serviço, e/ou um conceito inovador, etc.) que seja de imediato funcional ou que possa ser colocado no mercado em 2 ou 3 anos. Até mesmo os fundos de investimento direccionados para projectos embrião não se aplicam, por norma, em conceitos de pesquisa / teste. Pretendem-se ideias que estejam preparadas para ser comercializadas.

Terceiro, o Conceito deve oferecer uma substancial “vantagem competitiva” ou localizar-se numa indústria com menor concorrência. O conceito deve não somente ser apelativo, como também deve poder ser aplicado na presença de actuais ou potenciais concorrentes.

Quarto, o Conceito deve ter uma necessidade de capital total suficientemente razoável de modo a ser apelativa aos potenciais investidores, pois por norma excessivos requerimentos de capital tendem a baixar o “retorno do investimento” (“ROI”).

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Ilhas - Paraísos que podem desaparecer

Por causa do aquecimento global... e aqui já sei que o meu amigo Miguel vai discordar... podemos ter estes belos paraísos à beira do seu desaparecimento. Temos de desfrutar bem destes paraísos antes que se seja tarde.

btw: talvez uma boa altura para montarmos a nossa agência de viagens online :P

Polynesian Cocktail

Com o calor a aparecer neste fim-de-semana nada como um excelente e refrescante cocktail como este da Polinésia.

Ingredientes:
4 partes de vodka (60ml)
2 partes de brandy de cereja (30ml)
1 parte de sumo de lima natural (15ml)
1 parte de sumo de limão natural (15ml)
1/4 de lima
Açúcar

Preparação:
Humedeça o rebordo de uma taça de cocktail gelada com a lima e mergulhe este copo num prato de açúcar. Deite a lima fora. Junte os ingredientes restantes com gelo picado no shaker. Agite bem e verta para uma taça de cocktail gelada.

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Descrição do Mercado de Private Equity (3)

Por vezes o investidor de “Private Equity” efectua um investimento directo na empresa (financiada) através da emissão de “stock” (subscrição de capital) nessa mesma empresa. Contudo, o grosso do investimento é originado através do organizado mercado de “Private Equity”. Neste mercado organizado, consultores seleccionam e organizam os investidores e efectuam os investimentos em seu nome nas empresas alvo de financiamento.

Existe uma significativa variedade do tipo de investidores que aplicam os seus fundos no mercado de “Private Equity”. Os Fundos de Pensões (públicos e de empresas) contribuem com cerca de 50% da totalidade. De seguida, os maiores contribuintes são Fundações, Holdings de Bancos, famílias e pessoas singulares de grande poder económico que representam cerca de 40% dos investimentos. Os restantes 10% distribuem-se por Companhias de Seguros, Bancos de Investimento, empresas / corporações não financeiras e outros Fundos.

Como regra, os investidores institucionais, investem no mercado de “Private Equity” como forma de diversificar os seus portfolios em várias classes de activos, embora o risco ajustado do retorno de investimento seja superior ao de outros investimentos.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Desenvolver uma estratégia de investimentos

Por norma as pessoas têm tendência a investir de forma casual, comprando acções e bonds de forma individual mas raramente decidem como devem estruturar o seu portfolio global.

Sem uma estratégia a guiar as compras, estes portfolios podem conter investimentos que são inadequados para as circunstâncias individuais. Assim, de forma a a conduzir adequadamente as suas decisões de investimento, leve o tempo que for necessário a desenvolver uma estratégia seguindo estes passos:

1) Identifique as suas metas financeiras
Isto ajudá-lo-á a determinar quanto dinheiro necessita de acumular e de quanto tempo vai precisar para o conseguir. As suas necessidades de liquidez, retorno desejado do investimento, necessidades actuais de rendimento, dimensão do portfolio, situação fiscal, idade e período de investimento podem todos ter um impacto significativo na selecção dos investimentos apropriados. Por exemplo, fundos que serão necessários em 2 ou 3 anos devem ser investidos de forma diferente dos fundos que pode aplicar a 20 ou 30 anos.

2) Reveja as alternativas de investimento
Não se limite aos investimentos que tem actualmente. Investigue todas as opções, incluindo aplicações de tesouraria, bonds, stocks, imobiliário, fundos de investimento, futuros, “soft commodities” e outras escolhas. Assegure-se que entende os aspectos básicos de cada uma, examinando os tipos de riscos a que estão sujeitos a assim como os seus índices históricos de retorno.

3) Avalie a sua tolerância para o risco
Cada um tem a sua própria tolerância de risco. Enquanto uns não suportam a ideia de perder o que quer que seja do seu capital outros sentem-se confortáveis com esta hipótese se tal significar que ao correrem mais riscos aumentam as taxas de retorno de investimento. Assegure-se que compreende muito bem os riscos e as vantagens de todo e qualquer investimento.

4) Decida como diversificar o seu portfolio
Decida que percentagem do seu portfolio de investimentos deve ser atribuído a acções, bonds, aplicações de tesouraria e/ou depósitos a prazo, fundos de investimentos, warrants, futuros e outras alternativas. Dentro destas categorias amplas, tome decisões de atribuição para cada categoria específica. Por exemplo, dentro da categoria de acções, pode selecionar acções de grande capitalização, reduzida capitalização, de empresas consolidadas ou “start-ups”, “golden shares” ou stocks internacionais. Cada estratégia de atribuição de activos variará baseado em circunstâncias individuais. Além do mais, a sua estratégia pode vir a ser alterada com o tempo à medida que se altere a sua situação financeira pessoal.

5) Compare o seu portfolio de investimentos actual à desejada base de activos onde se sente mais à vontade a investir
Calcule que parcela do seu portfolio actual será investido em cada categoria. Olhe cuidadosamente para cada investimento que possui, assegurando-se que as razões que inicialmente escolheu em termos de critério de investimento, permanecem válidas. Neste ponto determine que alterações quer efectuar no seu portfolio de forma a ajustá-lo com a diversificação de activos que seleccionou préviamente. Se houver lugar a mudanças importantes, poderá querer fazê-lo de forma faseada.

6) Monitorize periódicamente o seu portfolio
Para assegurar que a sua estratégia de investimento permanece actualizada, reveja o seu portfolio pelo menos anualmente, fazendo as adaptações que forem necessárias. Desenvolver uma estratégia de investimento eficiente exige avaliar muitos factores, mas pode garantir-lhe uma estratégia de maximização do sucesso para que atinja os seus objectivos de médio/longo prazo. Poderá, ainda, permitir que mantenha o compromisso à sua estratégia durante os períodos de maior volatilidade do mercado. Se a volatilidade de mercado começar a deixá-lo incomodado, reveja, e anote por escrito, as razões que o conduziram a seleccionar as suas opções. Essa lembrança deverá mantê-lo focalizado no longo prazo e poderá ser preciosa aquando de revisões/ajustamentos futuros.

Domingo, 20 de Abril de 2008

Para o Luigi

Esta é especialmente dedicada ao meu brother Luis Vaz.
The Boys of Summer do Don Henley... um som soberbo... um local fantástico... que nos faz relembrar velhos e saudosos tempos.

Sábado, 19 de Abril de 2008

Planeamento estratégico - Que significa?

A primeira definição de estratégia foi "a arte de planear e dirigir grandes movimentos militares e as operações de guerra". Hoje, a estratégia deverá estar presente em todo e qualquer negócio que queira garantir a sua sustentabilidade por muitos anos... décadas... Nos negócios, o planeamento estratégico e a sua implementação marcam de forma clara o futuro, estabelecendo quais os produtos e/ou serviços que serão levados ao mercado, de que forma e com que resultados.

Ter uma estratégia torna-o capaz de assegurar que as decisões do dia-a-dia estão relacionadas com os interesses de longo prazo de uma organização. Se não definir uma estratégia, as decisões tomadas no presente podem vir a ter um impacto terrível nos resultados futuros, mesmo que hoje essas decisões pareçam ser muito acertadas.

A concepção e execução de uma estratégia também encoraja as pessoas a trabalharem em equipa para atingirem objectivos comuns... todos têm interesse no sucesso!

Pontos importantes
Uma estratégia define quais os produtos e serviços a vender ou prestar em determinado(s) mercado(s);
Um plano estratégico estabelece como vender os produtos e serviços em mercados definidos de forma competitiva e com excelência;
O sucesso de uma estratégia deve ser medido, por exemplo, por resultados financeiros, pela qualidade dos serviços prestados ou pela inovação.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Cristiano Ronaldo e Nani a brincarem

Depois duma conferência com pessoal nos USA nada como deliciar-me a ver este video clip.
Os nossos putos maravilha até se dão ao luxo de dar "baile" a uma equipa como o Arsenal. Impressionante!

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Cotar em Bolsa de forma simples

Depois de vários anos a ouvir amigos e clientes queixarem-se de que é cada vez mais complicado e dispendioso cotar uma empresa em bolsa, resolvi, em conjunto com o Peter Reeds, estudar de forma aprofundada as formas mais eficientes e menos onerosas de listar em bolsa uma empresa/negócio start-up ou empresas com baixos volumes de negócios mas com bom potencial.

Acabámos por conseguir soluções fantásticas nos USA, Londres e Singapura para cotação em mercados secundários, e tudo por uma fracção do custo, com a vantagem acrescida que depois de estar nestes mercados fica muito mais simples e bastante menos oneroso entrar nos principais.

Por exemplo, numa desta soluções (NASDOTC - Over the Counter Market) o processo é concluído num máximo de 90 dias, através duma firma de advogados com larga experiência de sucesso neste tipo de operações e que é membro da FINRA.

Contando com a nossa colaboração na preparação e análise de todos os documentos da empresa/projectos dos nossos clientes, são preparados os formulários SB-2 e SB-10, aprovação da equipa de gestão por parte do SEC/FINRA, underwritting, contabilidade, auditoria e negociações com o Banco que actuará como “market maker”;
Depois apresenta-se a empresa/projecto, com o novo “stock symbol” a investidores institucionais;
É efectuada a promoção e lançamento da Oferta pública;
Determina-se a forma estrutural adequada em termos de “debt”, “equity” ou as suas combinações, cláusulas de protecção de responsabilidade dos gestores, definição do “stock option program” mais adequado, avaliação estrutural,preparação das tabelas de capitalização, determinar a aplicação equilibrada dos fundos e sugerir os preços de Oferta mais adequados.

Tudo isto feito com extraordinária eficiência e a uma fracção do custo habitual para este tipo de operação.

Mais importante ainda existe uma garantia de sucesso na cotação em bolsa pois a firma que seleccionámos para esta situação tem um vasto historial de sucesso e o seu partner principal é bastante credenciado no seio do SEC e da FINRA;

Pontos-chave:
Apoio integral “A a Z” em todo o processo de preparação, implementação, promoção e lançamento;
Acesso a fontes de capital de “private equity” institucional;
Implementação em curto espaço de tempo (máx. 90 dias);
Baixo custo (pelos menos ¼ dos custos usuais nestas circunstâncias).

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Cocktails (Virgin Mary)

Sem álcool
Ingredientes:
5 gotas de Molho Inglês (tabasco)
1 cl de Sumo de Tomate
1 cl de Sumo de Limão
5 cubos de Gelo
1 rodela de Limão
Sal e Pimenta quanto baste
1 pau de aipo

Preparação:
Coloque a pimenta e o sal num copo (tipo old fashioned - direito e largo), junte o molho inglês e os sumos (ordem é indiferente). Mexa tudo e depois adicione cubos de gelo e decore com a rodela de limão no bordo do copo. Acrescente um aipo.

"Commodities" - O mercado do momento

Com o mercado de “commodities” em alta, em natural contraciclo do mercado de capitais e do dólar americano, as chamadas “soft commodities” (nomeadamente cacao, acúcar e café mas também algodão, laranja, sumos e soja) têm neste momento a melhor performance de todos os segmentos.

E é simples perceber porquê, uma vez que os stocks mundiais destas commodities estão a níveis muito baixos, a procura aumenta e consequentemente os preços irão acompanhar essa escalada. Principalmente nos mercados emergentes a procura destas mercadorias tem tido um enorme boom e assim deverá continuar nos próximos meses devido às actuais restrições comerciais e à moda do bio-combustível que tem vindo a ocupar uma parte importante das colheitas, favorecendo necessidades energéticas em detrimento das alimentares.

É a oportunidade perfeita para investidores, especialmente numa altura em que quase todas as outras soluções de investimento atravessam uma fase de constante declínio e desconfiança desde Julho de 2007. Mais ainda, não é necessário comprar contratos de opções e futuros para investir nestas commodities. Nunca foi tão fácil transaccionar estas matérias-primas como agora pelo que se estão a efectuar transacções sem qualquer margem e com literalmente zero de “leverage”. Os fornecedores e prestadores de serviços destas commodities lançaram vários ETF’s (exchange traded funds) durante os ultimos 12 meses. Estes fundos permitem que também os investidores particulares tenham fácil acesso a commodities como café, açúcar, trigo e milho (entre muitos outros) o que antes apenas estava reservado aos investidores institucionais.

Com este boom muitos procuram ter a sua fatia (apenas nos primeiros 3 meses já se investiram para cima de 80 biliões de dólares nestas commodities), garantido lucros futuros e ainda se garante alimentar alguns mercados emergentes com populações e infra-estruturas muito carentes.

Terrível trânsito

Tenho prevista uma viagem, de trabalho, a Los Angeles para a semana e por isso esta coluna até vem muito a propósito.

Segundo estudos efectuados pela Texas Transportation Institute (TTI), uma divisão da Universidade A&M do Texas, que mede a congestão do tráfego pelo tempo que cada trabalhador demora, em média, de e para o seu trabalho, em horas de ponta, a pior cidade é Washington, D.C. com 28,3% das pessoas a demorarem mais de 45 minutos para chegarem ao local de trabalho e onde em média cada pessoa gasta cerca de 60 horas/ano no tráfego;

Em 2º lugar vem Atlanta com 24% a necessitarem de mais de 45 minutos e também com uma média anual per capita (entenda-se condutor de veículo) de 60 horas;

Em 3º lugar está a “minha” Los Angeles com 19% das pessoas a demorarem mais de 45 minutos mas em 1º lugar em termos anuais com as estonteantes 72 horas que em média cada um gasta por ano na confusão do trânsito;

Seguem-se San Francisco, em 4º com 20% a consumirem pelo menos 45 minutos a chegar ao trabalho e também com uma média anual de 60 horas; Houston, em 5º, com 17,3% e 56 horas anuais; New York, em 6º, com uns terríveis 43% a consumirem o mínimo de 45 minutos mas com “apenas” 46 horas/ano.

A lista continua mas não quero ser exaustivo pois apenas quis deixar os piores exemplos. Em New York o Mayor Michael Bloomberg apresentou uma solução que podia, porventura, reduzir substancialmente estes tempos mortos mas o Plano foi chumbado pelo Senado. Se tivesse ido para a frente, este Plano obrigaria cada condutor a pagar a módica quantia de US$ 8 para entrar em Manhattan, abaixo da 60th Street, nas horas de ponta.

E que tal seguirem o exemplo de Amsterdam e começarem a usar bicicleta? Poupava-se energia, era mais saudável, ajudavam o planeta a respirar melhor, e em muitos casos também se pouparia bastante tempo.

Venha de lá um Super Bicycle Plan! :D

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Mercados Imobiliários do momento

Numa altura em que a recessão imobiliária grassa pelos EUA e quase toda a UE, talvez seja interessante constatarmos quais os mercados em alta.

De acordo com a revista Forbes, que efectuou a sua análise com base em critérios como expansão económica, taxas de inflacção, poder de compra, tendências para aquisição imobiliária e facilidades de crédito nos mercados emergentes, Kuala Lumpur capital da Malásia, é um dos melhores mercados actualmente. Com um crescimento económico ao nível dos seus vizinhos do Sudoeste Asiático e com baixos índices de inflacção e preços do consumidor, tal significa mais dinheiro disponível na economia e com uma grande parte dele nos bolsos dos seus cidadãos e consequente explosão da procura. Em alguns locais de Kuala Lumpur as casas têm valorizado entre 50% e 70% e as construtoras não conseguem satisfazer as encomendas.

A PricewaterhouseCoopers elaborou um estudo dos mercados com maior potencial e no top estão Moscovo (Rússia) e Istambul (Turquia) que lideram tanto em termos de investimento como de potencial de desenvolvimento. Moscovo lidera em praticamente todos os segmentos e Istambul, considerada a Índia Europeia está num franco crescimento e passou a ser também um alvo muito apetecível para os investidores imobiliários.

Moscovo tem, no entanto, um senão: é considerada também a capital europeia de maior risco pois ainda há muito a fazer em termos de transparência e credibilidade.

No mesmo estudo, os mercados que seguem os anteriores no que respeita ao potencial de desenvolvimento são (por ordem decrescente de classificação): Munich, Hamburgo, Lyon, Paris, Praga, Varsóvia, Estocolmo e Helsinquia . No mercado asiático destacam-se Abu Dhabi e Dubai.

Do lado oposto está Londres cujo mercado se tem desvalorizado bastante nos últimos meses.

Fontes:
Colliers International
European Urban Knowledge Network
Forbes
Price WaterhouseCoopers

Monaco - Uma etapa importante na minha vida


Há uns anos, aquando duma das minhas várias estadias em Geneva (com excepção duma vez que estive no Les Armures, fiquei sempre alojado no magnífico Métropole, com uma vista linda sobre o Lago) conheci uma Senhora deveras interessante, de seu nome Suzanne Rijsenbeek. Tive uma empatia extraordinária com a Suzy (diminuitivo com que passei a tratá-la pouco tempo depois) e não foi com total surpresa que me convidou para eu passar a trabalhar com ela nas empresas de que era proprietária em Montecarlo, Monaco.
O que eu não sonhava era que esse convite iria transformar
completamente o rumo da minha vida pois acabei por ficar em Montecarlo durante cerca de 3 anos (nos primeiros 2 sempre no Hotel de Paris e mais tarde no Beach Plaza) deixando para trás a empresa familiar (auditoria e consultoria) e a qual eu liderava (desde que o meu pai "partiu").

Mas se escrevo sobre esta etapa na minha vida é porque acabei agora mesmo de reviver alguns dos momentos alucinantes que lá passei. As experiências... as pessoas fantásticas que conheci... o trabalho num mundo financeiro que desconhecia até então... vivia mesmo a um ritmo alucinante!
O nosso escritório era na Rue des Agaves, 12, bem perto do Hotel Paris e por inerência do Casino (mesmo em frente ao Hotel) mas não falemos de trabalho...

O Monaco não é apenas F1, um pequeno pedaço de rocha, com o glamour ou todos aqueles adjectivos que lhe querem atribuír para o bem e para o mal. É muito muito mais que isso...

Que jardins fabulosos tem Montecarlo! o Jardin Exotique, jardim Japonês, jardins da Princesa Grace, Jardim dos animais, Saint Martin, etc, etc... O museu Oceanográfico legado de Jacques Costeau e do Principe Alberto, as esplanadas... Bons restaurantes (temos todo o tipo de cozinha em Montecarlo), eu gosto especialmente do Fusion, Luis XV, Grill, Intempo, L´Argentin, Pacific e claro o Stars and Bars onde ia petiscar uns chicken fingers e cheese fingers. À noite... o grande Jimmyz e o o Sass Café. Locais fantásticos!

E quando queremos variar nada como dar um salto a Nice (Negresco! Que hotel fabuloso!), à Promenade des Anglais ou aos muitos e bons restaurantes de peixe e marisco, ou então a Cap d'ail e Cap Martin locais deslumbrantes que nos fazem automáticamente associar às baías onde atracavam os corsários. À Riviera Italiana, San Remo... quantos vezes me desloquei lá... ou a Isola Gallinara, uma magnífica Ilha, reserva natural e que há 12 anos estava à venda por apenas US$ 5 Milhões.

Monaco... velhos tempos... Vasco, lembras-te da festa no Lady Moura? Que festa, "MY Gosh"!!

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Cinema e Música

Falava eu há pouco com o meu bom amigo Ginel Miranda, de Campinas, Brasil, sobre música e cinema, dois dos nossos hobbies favoritos. Enquanto eu escutava o fabuloso "Boys of Summer" do ex-Eagle Don Henley, o meu amigo enviava-me o link dum site verdadeiramente genial sobre cinema: 65 anos de cinema. Reproduzindo as palavras do Ginel: "este site oferece uma série quase completa de filmes de todas as categorias e de todos os tempos (pelo menos os nossos tempos) - São 65 anos de Cinema, Sinopse, elenco, resumo, críticas, prêmios, equipe técnica, trilha Sonora e muito mais, tudo bem organizado. Para quem aprecia é bom mesmo."

Quem de facto adora cinema pode também ir espreitando o IMDB, em Inglês. E aconselho irem ouvindo outra excelente obra do Don Henley: New York Minute (do álbum The End of the Innocence), uma música que reproduz na perfeição os sentimentos que captamos em New York. Música e cinema... uma combinação perfeita.

Sábado, 5 de Abril de 2008

Private Equity (parte 2)

O mercado de “Private Equity”, em que grandes investidores podem disponibilizar o seu tempo e recursos para compreender e assimilar tais riscos e que podem exercer importante influência na gestão (para garantir o bom retorno dos seus investimentos), pode ser a única alternativa viável de muitas empresas e projectos.

Sob a perspectiva de um empreendedor ou gestor de topo, fazer parte de uma empresa financiada por “Private Equity” é muitas vezes mais atractivo do que fazer parte da subsidiária de uma qualquer empresa de grande dimensão.

O investidor de “Private Equity” permite que os empreendedores e/ou gestores de top tenham uma posição accionista e executiva importante no negócio. Eles são co-proprietários e não apenas empregados. Adicionalmente, os investidores de “Private Equity” oferecem/disponibilizam um controle apreciável das empresas aos empreendedores / gestores. Em norma, os investidores deste mercado (até pelas suas inúmeras ocupações) procuram, inclusive, estar fora das operações diárias das empresas que financiam. Os investidores de “Private Equity” funcionam como membros activos dos Conselhos de Administração, e não como gestores executivos.

Embora os investidores “Private Equity” possam ter investimentos localizados em várias e diferentes empresas, estas empresas operam normalmente de forma independente umas das outras.

Cocktails (Irish Coffee)

E porque a vida não é feita apenas de trabalho e/ou negócios... como hoje é sábado... lembrei-me de passar a publicar receitas de alguns dos cocktails que mais aprecio. Começo pelo Irish Coffee, muito simples de preparar, e que é útil em qualquer casa. Ingredientes:
4 partes de whisky Irlandês (60ml), café quente, natas batidas e açúcar granulado.
Como preparar:
De preferência use uma taça e unte-a bem com açúcar, deite depois o whisky Irlandês (Bushmills é o meu preferido mas também funciona bem com o Jameson). Encha de café até +-10 mm do rebordo. Mexa bem e remate com natas até cima.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Warren Buffett – Simples segredos de um grande Homem

Numa altura em que Warren Buffett já ultrapassou (ou re-ultrapassou se quiserem) Bill Gates como o homem mais rico do mundo, talvez seja importante percebermos como consegue ele o toque de Midas .

Simples... muito simples... Warren Buffet não é o típico bilionário frio, puramente racional e muitas vezes sem escrúpulos. Pelo contrário, ele faz da extrema sensibilidade o seu principal activo ou “asset” , se preferirem a “biz word” adequada.

Extremamente inteligente (não confundir com esperto), um verdadeiro génio da matemática, compra empresas com dificuldades momentâneas, de elevado potencial, mas deixa que a gestão se mantenha sempre nas mãos dos seus fundadores e oferece-lhes as condições para uma gestão de total sucesso; Não se limita a comprar fracções, compra as empresas por inteiro; aproveita as fusões (onde por norma já tem grande quantidade de acções de uma das empresas da “merger”) para comprar de uma e vender da outra; aposta nos “stocks” preferenciais (1); guarda um” espaço” para as “bonds” (2) e investe a sério no mercado de pedras preciosas.

Warren Buffett foca-se, sobretudo, no capital intelectual desses gestores, que têm de ser pessoas totalmente apaixonadas e dedicadas ao seu negócio e, muito importante, pessoas de carácter. Mais parece um anjo que adora brincar no jogo do mercado financeiro ou não tivesse sido ele um fanático de monopólio em que chegava a “ceder” alguns dos seus hotéis para prolongar o tempo de jogo.

Com a compra do capital dá a maior de todas as ajudas: ajuda a eliminar o estrangulamento dessas empresas com a substancial redução do peso da dívida financeira e depois espera, calmamente, pelos resultados, recompensando com acções esses gestores/fundadores tão logo os primeiros objectivos sejam alcançados.

Os seus 12 princípios fundamentais são:

1. Não jogar como na roleta;

2. Comprar o mais barato possível e estabelecer uma margem de segurança;

3. Comprar o que conhece mantendo-se no seu “círculo de competência”

4. Fazer o “trabalho de casa” tentando saber tudo o que é importante sobre a empresa, essencial para se estabelecer confiança;

5. Não seguir a “corrente”;

6. Comprar empresas extraordinárias, “inevitáveis”;

7. Investir em empresas geridas por pessoas que admira;

8. Comprar para manter e comprar e manter. Esquecer o “day trading” (3) e as apostas de stress constante;

9. Ser pragmático depois de tomada a decisão e avançar de forma determinada para a compra;

10. Aprender com os erros passados;

11. Evitar os erros comuns que os outros cometem;

12. Não diversificar em demasia.

Um dos meus conselhos (se é que se pode chamar conselho a algo que é considerado fundamental para todos os admiradores de Warren Buffett) é que se invista sempre na Berkshire Hathaway. Porquê? Para seguirmos o princípio primordial de Warren Buffett: investir em stocks de empresas geridas por pessoas extraordinárias e 100% dedicadas. E acontece que a Berkshire Hathaway é a empresa de sempre de... adivinhou! WARREN BUFFETT!!! Quando for espreitar aproveite para verificar a valorização anual da Berkshire desde 1965 (por coincidência o ano em que eu nasci).

Mas afinal o que significa Private Equity?

As duas características definidoras do mercado de private equity encontram-se no próprio nome.

Primeiro, porque o mercado se estrutura com os investimentos “equity” (*) ou “near equity” (direitos de opção e/ou preferenciais sobre futuras acções e/ou outros títulos - warrants), e não de dívida titulada ou colateralizada. O investidor assume um risco significativo e procura valorizações de capital de longo prazo. Em segundo lugar, porque são investimentos em “securities” (acções e outros títulos) não registados (privados) que não podem ser adquiridos ou vendidos no mercado público.

“Private Equity” é uma das formas mais dispendiosas de financiamento. As empresas que procuram financiamento em “Private Equity” tendem em ser aquelas que têm dificuldade em obter financiamento noutros mercados (empréstimos bancários, “public equity” ou empréstimos privados, etc.). Muitas destas empresas (e/ou projectos de empresas) são de risco muito elevado o que não lhes permite emitir dívida ou simplesmente procuram financiamentos de valor muito superior aos padrões correntes de análise do risco de crédito. O investimento nestas empresas obriga, muitas vezes, a uma profunda investigação por parte dos potenciais investidores porque normalmente a informação pública disponível é escassa, e porque nelas estão envolvidos riscos únicos. Estas empresas necessitam muitas vezes ainda de orientação em termos de investimento e assistência qualificada para desenvolverem ou exponenciarem o seu negócio.

* O valor das empresas que são propriedade dos seus accionistas (os activos das empresas menos o seu passivo, com exclusão do capital accionista).

72 Questões a que todo o Plano de Negócios deve responder

Muitas vezes questionam-me sobre quais os pontos essenciais num Plano de Negócios... qual o modelo de sucesso, etc. etc.

É óbvio que um Plano de Negócios varia sempre em função do centro de negócios e do que se pretende alcançar.

Existem, no entanto, questões que devem ser respondidas com total clareza, em todo e qualquer Plano. A saber:

Nota: abaixo designaremos produto ou serviço como “produto”

1. Porque irá este negócio ser bem sucedido?

2. Será este produto útil?

3. Que fará o produto pelo utililizador/consumidor?

4. Qual é o ciclo de vida esperado para este produto?

5. As evoluções tecnológicas serão devidamente acompanhadas de forma a afectar de forma positiva o produto e negócio?

6. Quais as fraquezas do produto/negócio?

7. O que torna este negócio tão especial?

8. O produto satisfaz alguma necessidade específica ou perceptiva do consumidor/cliente?

9. O produto tem um “brand-name” apelativo, facilmente associável ou reconhecido?

10. Este é um produto de qualidade baixa ou alta?

11. O consumidor é o utilizador final do produto?

12. Existe algum substituto para o seu produto?

13. As instalações são próprias ou alugadas?

14. Em caso de hipoteca ou leasing quais são os termos?

15. Que percentagem detém na hipoteca?

16. As instalações são adequadas para a expansão futura prevista no seu Plano de Negócios?

17. A expansão irá exigir mudança de instalações? Qual o custo previsto?

18. Em caso do negócio envolver patentes quem as detém?

19. Que acordos de licenciamento estabeleceu com a empresa detentora da patente?

20. Mais alguém tem um acordo de licenciamento? Caso afirmativo, qual o impacto sobre a sua empresa?

21. Porque tem este negócio um elevado potencial de crescimento?

22. O que torna esta situação de negócio tão especial?

23. Este produto apela às massas ou a poucos compradores de grande escala?

24. Qual a dimensão da base de clientes?

25. Qual é a demografia típica da sua base de clientes?

26. Quais as tendências do Mercado actual?

27. Quais os efeitos sazonais na sua indústria?

28. Quais as vantagens que tem a sua concorrência sobre si?

29. Que vantagens tem sobre a sua concorrência?

30. Em comparação com a sua concorrência, como pode competir em termos de preço, performance, serviço e garantias?

31. Qual o intervalo de tempo entre o contacto com o comprador inicial e a venda efectiva?

32. Como se posiciona na indústria a sua empresa e produto?

33. Quais as chaves para o sucesso na sua indústria?

34. Como determina as vendas totais da indústria e a sua taxa de crescimento?

35. Que alterações na indústria mais podem afectar os lucros da sua empresa?

36. Quem é a sua concorrência?

37. Os seus concorrentes têm alguma vantagem que se deva a equipamento?

38. Que vantagem competitiva tem o seu negócio?

39. Como pode o seu negócio ser bem sucedido se tem de competir com empresas de maior dimensão e/ou já solidificadas no mercado?

40. Como espera que a concorrência reaja à sua empresa?

41. Se pretende conquistar uma quota de Mercado como vai consegui-lo?

42. Quais os elementos críticos do seu plano de marketing?

43. A sua estratégia de marketing é fundamentalmente de retalho ou industrial?

44. Quão importante é a publicidade e comunicação no seu plano de marketing?

45. Qual a sensibilidade das vendas ao seu plano de promoção e publicidade?

46. Como irá a sua estratégia de marketing mudar quando amadurecer o produto/indústria?

47. A venda directa é necessária?

48. Quão importante é o controle de qualidade?

49. Quais as lacunas actuais?

50. Quais são os cuidados de saúde, segurança e preocupação ambiental tomados na produção deste produto?

51. Quem são os fornecedores e há quanto tempo estão no negócio?

52. Quantas fontes de fornecedores existem?

53. Que idade tem o equipamento da sua empresa?

54. Quais são os custos de manutenção anual?

55. Qual a R&D (Pesquisa e desenvolvimento) actual?

56. Quais as despesas anuais em R&D?

57. Qual o impacto da R&D nas vendas futuras?

58. Que tipo de experiência de negócio tem a equipa de gestão?

59. Os membros da equipa são concretizadores? Têm alguma situação de sucesso empresarial no seu currículo?

60. Que pode motivar cada membro da equipa?

61. A equipa pode cumprir a missão e o trabalho estabelecidos no Plano de Negócios?

62. Quantos empregados tem?

63. Quais as necessidades antecipadas no futuro imediato?

64. Qual a origem da força de trabalho?

65. Qual o “break down” do pessoal? full time, part time, gestores, assistentes, administrativos, produção?

66. Quais os custos de formação?

67. A força de trabalho é habilitada ou não?

68. Existe algum sindicato e qual o relacionamento deste com a empresa?

69. Quais são as suas necessidades de capital para os próximos 5 anos?

70. De que forma sera aplicado esse capital?

71. Tem alguma estratégia de saída para o capital? (Como vão os investidores ter o seu investimento recuperado?)

72. Que retorno do investimento podem esperar os investidores?