Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

AIG - Salva pelas tetas do FED

No dia 15 de Setembro, começou a ser discutida a falência iminente do American International Group (AIG), a maior seguradora norte-americana, com negócios em mais de 100 países, depois de a mesma ter sido alvo de downgrades das principais agências de rating à sua dívida.

Também a AIG foi vítima da sua exposição ao segmento subprime, a qual gerou perdas de 18 mil milhões de dólares nos últimos 3 trimestres.

Confrontada com a necessidade de efectuar um aumento de capital imediato, impossível de concretizar no mercado, a empresa não teve outro remédio senão recorrer à intervenção da Fed, que aceitou conceder um empréstimo até ao valor de 85 mil milhões de dólares, em contrapartida de uma participação de 79,9% no capital da empresa.

Ao anunciar a sua decisão, a Fed argumentou que a falência da AIG, na actual conjuntura, poderia «incrementar ainda mais a fragilidade do mercado financeiro, o que se traduziria no aumento significativo dos custos de financiamento, redução do património das famílias e diminuição da actividade económica».

Segundo uma estimativa do RBC Capital Markets, a eventual falência da AIG poderia gerar perdas adicionais de 180 mil milhões de dólares para o sector financeiro internacional, atendendo ao significativo papel desta seguradora como contraparte no mercado de derivados. A sua falência representaria o maior colapso financeiro da história.

Tendo a duração de 2 anos, o empréstimo permitirá à AIG vender alguns dos seus activos (que incluem uma unidade de leasing de aviões, uma unidade de resseguro e outra de crédito ao consumo, além de outras participações financeiras), de forma mais tranquila, sem deprimir os preços de mercado.

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